Perdigão mostra que o racismo ainda está presente nas propagandas



Renata Camargo foi convidada pela Kelly Sá para falar um pouco sobre a campanha publicitária de natal da Perdigão:
 

Começou o período do ano em que se exaltam as comemorações em família. A Perdigão lançou recentemente uma propaganda do chester da marca pensando que estava trabalhando com a diversidade mas passou bem longe disso e caiu no estereótipo racista.

O comercial começa com uma família negra agradecendo pela oportunidade de ter um Natal com o Chester Perdigão. É possível perceber que a família é simples pela disposição dos itens à mesa e o fundo da casa. Mas espera aí que a ?melhor parte? vem depois.

Na sequência, uma outra família aparece. Uma família branca (que coisa, não?!) com mesa farta, diversos itens de decoração de Natal. É nítida a diferença da primeira família. Neste novo cenário, a narrativa é diferente. O homem branco fala para uma criança que ao comprar um chester Perdigão, a marca doará outro a uma família que precisa.

Bem, agora tudo ficou mais claro, certo?

A família branca, com boas condições, ajudando a família negra, mais pobre e sem fartura à mesa. Percebe o quanto isso é grave?

A propaganda continua colocando os negros no lugar que acham que lhes é devido. A pobreza, a falta de condições, aqueles que precisam ser ?salvos? pelas pessoas brancas. É o racismo sendo naturalizado na propaganda, mais uma vez.

 

 

A Vivi Duarte, CEO do Plano, está, inclusive, usando este material em suas palestras para falar sobre viéses inconscientes, diversidade e preconceito na propaganda: ?Usei esta peça para minha palestra em Londrina para falar sobre vieses inconscientes, diversidade que convém e dicas de como reforçar a estrutura patriarcal e racista com sutileza e requinte de bondade.

 

A propaganda é arma bélica nas mãos de pessoas que insistem em retratar e escancarar preconceitos, machismo e racismo, envelopando tudo isso com jingles fofos. Cansativo, né, gente??

 

Agora, vamos pensar em algumas questões, importantes para nos mostrar o que fez essa propaganda chegar onde está. A agência, os responsáveis pela propaganda em questão, têm em sua equipe pessoas diversas? Negros, trans, mulheres? Eles se preocupam e reconhecem o lugar de fala em que estão colocando as pessoas em suas narrativas? Eles se questionaram, em algum momento, que estão construindo e reproduzindo um comportamento racista?
 

Para Renata Camargo, sócia da WR comunicação, o problema está justamente na estrutura das agências. ?Há algum tempo escrevi um artigo para o blog da WR e ilustrei com o vídeo ?Meu defeito?, que fala exatamente sobre a falta de negros na comunicação, incluindo do lado de quem a faz, dentro das agências. O caso da publicidade da Perdigão, a meu ver, é resultado disso. Equipes que não são diversas são incapazes de criar algo que fale acertadamente com o consumidor brasileiro real. Quem só enxerga um lado da moeda continuará criando em cima dele e cometendo erros históricos como comunicar que negros são sempre os que não têm poder aquisitivo para consumir e necessitam da caridade de brancos. O racismo estrutural está retratado em todos os estereótipos apresentados pela Perdigão, começando pela escolha dos sobrenomes familiares. Por que Silva é sempre a família sem estrutura? No caso da Perdigão é a família miscigenada que recebeu a doação da família Oliveira branca, estruturada e caridosa, óbvio. Viés inconsciente, será? Duvido?.

É preciso repensar, antes de tudo essa estrutura que não é inclusiva. Marcas, agências, devem pensar e praticar a equidade. Uma equipe diversa pensa em todas as possibilidades e consegue entregar o melhor resultado, mas vemos que não são todas que pensam desta forma.

Trabalhamos, aqui no Plano Feminino, sempre com essa premissa de trabalhar com marcas com propósito, que questionem sua posição e como podem agir na promoção da equidade. É assim que atingimos bons resultados e transformamos a indústria que, infelizmente, ainda é muita racista, preconceituosa, machista. Não deixaremos isso passar!


FONTE: PLANOFEMINIMO.COM.BR

Mulheres, nós somos a alma e a força das empresas, o bônus é nosso, não duvidem!



A sempre oportuna discussão sobre equidade de gênero, principalmente no ambiente de trabalho, voltou com força às redes socias na última semana, após a jornalista Renata Vasconcelos dar uma boa resposta em rede nacional a um dos candidatos à Presidência da República. A mulher é constantemente colocada à sombra dos homens, em casa ou no ambiente de trabalho e algumas vezes, pasmem, quem comete o ato misógino são outras mulheres que escolhem se comportar de forma hostil para defender o "seu próprio espaço", esquecendo que o algoz não é a outra mulher.

A essência de tudo começa em nós mulheres. Somos nós que temos a capacidade de gerar outra vida. E quem como nós tem esse poder, tem imponderavelmente a força ao seu lado para o que quer que seja. E para explicar melhor o meu pensamento resolvi dar uma volta ao passado.

Chefe inseguro, quem nunca? Pois é, eu tive alguns. Porém, um, ou melhor uma, se destaca na minha carreira. Na época exercia a função de atendimento em uma Top Five de PR e era praticamente recém-casada com um jovem e promissor executivo. Mas você deve estar se perguntando o que tem a ver o meu estado civil. Guarde esta informação que voltaremos mais tarde nisso.

Pois bem, num dado dia ao adentrar a copa para tomar o meu habitual cafezinho matutino, minha chefe liderava, animadamente, uma conversa com outras coordenadoras e quando percebeu a minha chegada, mudou o rumo da prosa, falando, em alto e bom tom, só para me provocar: "Essas mulheres casadas com executivos que viajam demais, deviam viver de mala feita e preparadas para cuidar melhor do marido, ao invés de ocuparem um lugar no mercado de trabalho". Pensei por alguns momentos em simplesmente sair dali com o meu cafezinho na mão, mas foram somente alguns segundos para eu mudar de ideia e resolver fazer parte do divertido bate-papo.

Na ocasião apenas respondi que eu era essa mulher do exemplo segura e autoconfiante o suficiente para cuidar do meu marido, de outras maneiras, e que as constantes viagens nada mais eram do que um elemento que ajudava a apimentar a rotina do casamento. Além disso, eu ainda me considerava uma boa profissional. Claro que depois dessa agradável conversa, após uma semana estava eu sentada na sala do dono da agência que não sabia nem ao certo como e o porquê, mas me desligou. Fiquei bastante chateada, mas é vida que segue.

Há 10 anos resolvi empreender e desde então venho colecionando cases de sucesso na WR. Meu marido, olha ele aí de volta, tornou-se um executivo com sólida carreira na área financeira de multinacionais. E quanto a ex-chefe, o que foi feito dela? A última informação que obtive foi a de que após tentar carreira solo, voltou a pedir emprego de atendimento na tal Top Five de PR.

Mas a minha verdadeira intenção ao expor esta passagem de minha vida foi a de ilustrar o que diz o velho ditado - que por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher. Isso mesmo, nós mulheres e esposas temos a força incondicional de superar todos os desafios, para que nossos homens caminhem resolutamente rumo ao sucesso. E claro fazemos isso sem nos deixar de lado, pois somos mulheres, mães, filhas, irmãs, profissionais, empresárias, empreendedoras e esposas e ainda temos ao nosso lado a amabilidade do suposto sexo frágil.

Por isso, nós podemos ser o que sonhamos ser. Sim, é bem verdade que na maioria das companhias a liderança é masculina, mas a alma das empresas é feminina. Isso mesmo!!! Quem ao final de um dia de trabalho exaustivo - sim porque nós mulheres fortes também trabalhamos, seja interna ou externamente - tem a capacidade de ouvir e acalentar seus maridos? Somos nós, as esposas. Não fosse por nosso grande talento em superação, a maioria desses líderes não teriam a tranquilidade necessária para exercerem suas rotinas diárias.

Por isso, não sou menos que o meu marido. Ambos crescemos. Claro cada um ao seu jeito. Mas eu aqui em casa tenho a certeza renovada a cada dia, a cada final de mês, a cada final de quarter, a cada final de budget ou em todos os bônus recebidos, que o alicerce para a conquista disso tudo fui eu. Então, acredito piamente, que nós mulheres além de todas as nossas atribuições, temos sim que acompanhar nossos maridos nessa jornada corporativa, não como a mulher de mala a tira colo, mas como a fortaleza que está pronta para absorver qualquer impacto, seja positivo ou negativo.

Wal Ruiz
Fundadora e Diretora Executiva na WR Estratégica

Por que contratar a WR Comunicação para produção de conteúdo para sites e blogs corporativos?



Porque somos uma consultoria de comunicação com visão estratégica na entrega dos resultados.

 

Os avanços da era digital, ou era da informação, não se restringem às nossas vidas pessoais e já são realidade no universo corporativo. Na era digital é praticamente impossível uma indústria, empresa ou comércio não ter a sua marca, produtos e serviços presentes no ambiente digital.

 

 

Conquistar e liderar o mercado depende também de uma comunicação corporativa com visão estratégica para apresentar os produtos e serviços com uma linguagem compatível às expectativas do cliente da era digital, que está cada vez mais exigente e participativo.

 

 

Dito isso, a preocupação na hora de desenvolver ou atualizar o site precisa ir além de ter boa navegabilidade e um layout responsivo.

 

 

Produzir conteúdo estratégico é o maior desafio

 

 

Pesquisa publicada em 2017* mostra que os principais desafios apontados pelas empresas que investem em produção de conteúdo foram: produzir conteúdo que conseguem engajar o público (76,1%), diversificar os conteúdos e formatos (48,9%), produzir com consistência (42,1%) e medir a efetividade do conteúdo (41,4%).

 

 

E como vencer desafios está no nosso DNA, o núcleo de CONTEÚDO WR é estratégico, multiplataforma e conta com profissionais multidisciplinares dedicados à produção de conteúdo para estabelecer a conexão correta com os públicos de interesse e consequentemente o engajamento de novos clientes.

 

 

Acreditamos que o conteúdo produzido deve trazer, além de informações e notícias sobre a empresa e os seus produtos, uma estratégia de SEO para possibilitar o site se tornar referência no assunto e assim melhorar o seu posicionamento na busca orgânica do Google reforçando a imagem da instituição e da marca.

 

Vem pra WR!

 

 

*Content Trends - Tendências do marketing de conteúdo 2017 (RockContent)

 

 

Renata Camargo

 

Sócia-diretora de operações e estratégia na WR

 

Nem sempre falamos o que queríamos dizer



Quem nunca causou um mal estar ou se viu num mal estar por conta de uma comunicação mal sucedida? Palavras quando saem de nossa boca de maneira desordenada ou quando falamos sem pensar, normalmente atingimos o alvo da pior maneira possível. E, quem fala esquece, mas quem ouve não. Seja na vida profissional ou pessoal a comunicação ou a falta dela é; um dos elementos que mais tem contribuído para que os relacionamentos se tornem cada vez mais complexos e desafiadores.

Vamos aqui nos ater aos relacionamentos no ambiente corporativo. Nele a comunicação nunca esteve tão em alta como agora. Além das habilidades técnicas e gerenciais, a comunicação tem sido valorizada por gestores de RH e headhunters como um dos maiores diferenciais competitivos. Não basta saber se "vender" no momento da entrevista, é; preciso muito mais. É necessário que o seu futuro empregador tenha a certeza de que você esté apto a mais do que sair de situações truncadas por falta de um bom diálogo, a não se deixar entrar e, sobretudo, saber evitá-las.

Diariamente somos submetidos a uma rotina extremamente agitada e vivemos numa constante pressão para atingir metas e resultados avassaladores que acabamos esquecendo que antes de falar devemos ouvir. Não praticamos mais a empatia e aprendemos que para sermos ouvidos temos que polarizar toda e qualquer discussão.

Foi exatamente este cenário que levou a área de acesso de uma grande farmacêutica a procurar a WR. No briefing o diretor nos disse que seus gerentes não se entendiam entre si e muito menos conquistavam a audiência dos demais departamentos da empresa. Segundo ele era uma verdadeira torre de babel. Nesse contexto recomendamos um de nossos treinamentos "Comunicação de Liderança: como desenvolver um diálogo eficiente e eficaz".

Através dos recursos do media training, é possível que o participante observe a si mesmo.

Na WR esse workshop - com duração entre 6 a 8 horas com no máximo seis participantes por grupo - É dividido em teoria e prática. Sem ser acadêmico ou impor regras mirabolantes apresentamos os passos que colaboram para uma boa conversa. Acreditamos que o ato de se comunicar bem começa com a habilidade de praticarmos a escutatória. Saber ouvir, sentir o outro e o ambiente é de cara o primeiro gol para iniciarmos o diálogo. Depois disso temos que coordenar nossas ideias e para isso é importante colocar no papel as principais informações, isso auxilia na estruturação do raciocínio lógico. Somente após esses dois importantes passos, que normalmente queimamos na largada, é que se inicia a fala propriamente dita, quando então, devemos lançar mão, por exemplo, de ritmo e de tom de voz adequados. E finalmente, porém, não menos importante, devemos observar atentamente a forma como nos expressamos e apresentamos. Não esqueça, podemos expressar agressividade com um simples movimento de mãos ou olhar.

Até aqui parece fácil, não é? Ouvir, pensar, falar e expressar, simples assim, certo? Errado. Se você é um daqueles que pensa que sabe fazer isso tudo com maestria, eu te digo que a maioria de nós não sabe e, por isso, não raro nos colocamos em situações desnecessárias, justamente pela inabilidade que temos ao nos expressar.

Para essas pessoas é que digo que sempre costuma funcionar muito bem quando elas se deparam com suas imagens na telinha e tomam contato, muitas vezes pela primeira vez, com as dificuldades nunca antes percebidas. Criamos cases personalizados, levando em conta o temperamento do participante e possíveis situações de crise que estejam envolvidas em sua rotina. Disparamos o gatilho emocional do participante, todos nós temos um. Pronto. Temos os ingredientes necessários para que a auto avaliação ocorra, mesmo antes de juntos assistirmos ao vídeo e pontuarmos seu desempenho na comunicação.

Particularmente este é o momento que mais gosto. Quando as fichas começam a cair. É incrível como tomar contato consigo mesmo faz com que a percepção de que é necessário evoluir fica mais latente.

Outro momento que torna o treinamento bastante esclarecedor é quando por meio de recursos lúdicos, aliados a pressão do tempo, proporcionamos experiências que contribuem positivamente para que cada participante tome contato com seu interior particular e por conta própria descobre que o ato de se comunicar requer algum treino, além de simples habilidades.

Ficou curioso sobre como realizamos o nosso treinamento? Então vem para a WR e experimente como a comunicação é um aprendizado constante. E sobretudo, compreenda que ao falar em público, menos sempre é mais.

Wal Ruiz
Fundadora e Diretora Executiva na WR Estratégica

Por que contratar uma agência de comunicação especializada em saúde e medicina?



Amanhã, 14/08, será comemorado o Dia Nacional do Cardiologista, o que me fez lembrar do CardioLights - International Conference Review evento realizado pelo nosso cliente BIOTRONIK para proporcionar educação continuada à comunidade médica brasileira. Nós da WR cobrimos o evento, entrevistamos os médicos palestrantes e sugerimos criar uma newsletter, que seguiu para cardiologistas de todo o pais. A estratégia visou ampliar o engajamento, ou seja, tornar o conteúdo relevante acessado, lido, comentado e compartilhado entre o público de interesse. Deu certo!

Conteúdo sob medida para o setor de saúde e medicina

A WR tem em seu DNA o conhecimento do setor de saúde. Bem antes da nossa sociedade, eu e Wal fomos por alguns anos, na especialidade saúde, o que as agências de Relações Públicas nomeiam como "Atendimento Exclusivo" e nessa função trabalhamos a comunicação de alguns dos principais laboratórios farmacêuticos do mundo. Entre eles, Merck Sharp & Dhome, Novartis, Galderma e Pfizer.

Já na WR Comunicação Interna & Externa podemos citar neste universo da medicina trabalhos para: BIOTRONIK, Promedon, UCB, ABCFARMA (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), ABIMIP (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos sem Prescrição), CRFSP (Conselho Regional de Farmácia - SP), além da Clínica Medicina da Mulher gerida pelo Prof. Dr. Maurício Simão Abrão e a Clínica de Dermatologia Estrela Machado.

São muitos os motivos para se contratar uma agência especializada em saúde, mas separamos abaixo, objetivamente, 3. Vem para a WR que te mostraremos muitos outros

1) Profissionais especializados - cientes da regulamentação do setor feita pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ANS (Agência Nacional de Saúde) e CFM (Conselho Regional de Medicina).

2) Domínio dos principais formatos de conteúdo - a comunicação na área de saúde possui necessidades bem específicas. Linguagem, forma e canal são essenciais para o engajamento dos principais players do mercado de saúde - hospitais, clínicas, médicos, laboratórios, indústria, fontes pagadoras.

3) Gerenciamento de temas sensíveis - conhecemos as fragilidades do setor e estamos preparados para gerenciar crises de imagem e reputação.


Nota de rodapé: especificamente sobre o item 3, eu e Wal tivemos um cliente, Dr. Nelson Mussolini, atualmente presidente da SINDUSFARMA, que costumava dizer "A indústria farmacêutica trabalha para colocar a cura do câncer em caixinhas, mas a imagem dela é pior do que a da indústria tabagista que vende o câncer em caixinhas".

Renata Camargo
Sócia-diretora de operações e estratégia na WR

Bons tempos aqueles que a revista Veja colocava matérias de saúde na capa



A idade não revela somente cabelos brancos, baixa produção de colágeno e queda hormonal. Ela traz consigo a inerente experiência de quem, ao longo da carreira, construiu resultados inesquecíveis. Hoje vou compartilhar com vocês mais uma de minhas façanhas profissionais. Isso foi lá em 2003, quando atendia a farmacêutica Novartis e, definitivamente, me apaixonei pela área de saúde. Eu era a responsável pelo atendimento de todas as unidades de negócios no Brasil, além das áreas institucional e corporativa. Mas uma das BUs (business units) me encantou, a de Oncologia. Foi juntamente com o head da área, Roberto Alvarenga, que traçamos a ousada estratégia de assessoria de imprensa que culminou na publicação da matéria Adeus Quimioterapia na capa na revista Veja, em 2003.

A nossa empreitada na época era divulgar dois grandes medicamentos: o GLIVEC e o FEMARA. O primeiro para tratar a leucemia mielóide crônica e o segundo, câncer de mama. Glivec era o primeiro medicamento para o tratamento do câncer que atuava somente atacando as células doentes enquanto que Femara vinha como uma luz no fim do tratamento com tamoxifeno, outra conhecida droga que devido aos grandes efeitos colaterais, tem limitado período de uso e Femara através de um estudo, comprovou-se eficiente e eficaz para a continuidade do tratamento do câncer de mama, pós tamoxifeno. Eram duas notícias que traziam uma réstia de esperança para inúmeros pacientes com câncer, no Brasil e no mundo.

Voltemos à estratégia. Nossa aposta foi a de convidar a editora de saúde da Veja para participar de um dos maiores congressos de oncologia do mundo e nele a Novartis estava divulgando informações sobre suas drogas que viriam a revolucionar a busca por melhor qualidade de vida e sobrevida aos pacientes com câncer. Após idas e vindas, veio então a resposta positiva. A revista aceitou viajar a convite da Novartis.

Mas para que isso fosse possível, é preciso retroceder cerca de 6 a 8 meses. Tudo começou na reunião de briefing para 2003 com todos os diretores das BUs, quando iniciamos a primeira grande negociação. Tivemos que convencer a todos que a área de oncologia naquele ano era a que tinha as melhores notícias e que, portanto, o que estava em jogo não era esta ou aquela unidade de negócio, mas sim o corporativo, a Novartis. Vaidades à parte, após muita discussão, concordaram. E lá fui eu iniciar os contatos com a Veja.

Como de costume o start aconteceu com uma ligação telefônica seguido de envio de email com um convite para um almoço de aproximação. Após isso, ocorreu o envio de muitas informações privilegiadas e exclusivas como forma de fomentar o relacionamento. E claro contando com o Roberto sempre a postos para os esclarecimentos e questionamentos da revista e seus jornalistas. E assim se sucedeu até o momento do embarque para os Estados Unidos, país que sediaria o congresso. Alvarenga pessoalmente acompanhou a jornalista que também foi conhecer as instalações da Novartis naquele país. Na volta foram nem sei quantas ligações e checagens de informações. E finalmente matéria publicada.

Se junta a esse case não só a matéria de Veja, mas também uma matéria no JN em que o próprio Bonner na chamada, numa atitude absolutamente inédita na TV Globo, cita o nome comercial do medicamento, o Femara. Para essa conquista em associação o caminho percorrido foi o alinhamento com a área de comunicação da matriz farmacêutica suíça e assim que o resultado do estudo de Femara foi divulgado internacionalmente, realizei o contato com o produtor do JN aqui em São Paulo. O Marcos Aidar, um querido até hoje, me garantiu que a informação era boa e que subiu para a finalização no Rio de Janeiro e que mais do que isso não poderia me confirmar nada. Expectativas a milhão e ainda por cima tinha que segurar a ansiedade do cliente que também estava prá lá de Bagdá. Nunca fui tão feliz assistindo ao JN quanto naquela noite. Bingo a matéria havia sido aprovada pela produção do Rio e foi ao ar com imagens do internacional e citações da empresa no Brasil. Depois disso, choveu jornalista ligando querendo dar a matéria em seus veículos, e foram tantas réplicas que já nem me lembro mais.
Mas o que foi mesmo impossível de se esquecer foi o prêmio que a BU de Oncologia Brasil ganhou, o PR of the World que carinhosamente Roberto Alvarenga compartilhou comigo. Para mim foi o reconhecimento da matriz de uma multinacional que nomeou como excepcionais os resultados de divulgação ou de PR (public relations) como gostam de chamar, da área de oncologia daquele ano.
Guardo até hoje este case como fruto de um trabalho bem sucedido e em parceria com o cliente. Pois é como costumo dizer, quando o cliente confia no feeling do assessor de imprensa e entende que ambos trabalham pela mesma causa, o resultado quase sempre é vencedor.

Obrigada Roberto pelo engajamento e cumplicidade naquela época, sem isso não teríamos chegado lá. E por falar em Roberto, perdemos o contato direto quando ambos fomos em direções diferentes, mas como este mundo é muito pequeno, anos após o reencontrei em um evento no WTC. Agora eu já estava à frente da WR e ele por sua vez como Presidente Latam da BIOTRONIK. Bastou um reencontro para que as lembranças bem sucedidas do passado voltassem e ele me convidou para ajudá-lo na condução da Comunicação Externa e Interna da BIOTRONIK que eu aceitei prontamente o desafio e há três anos vem fazendo parte de nossa carteira de clientes.

Compartilho com vocês o depoimento que Roberto nos deu por ocasião da repaginação do novo site da WR.

"Considero comunicação um dos importantes pilares estratégicos de uma empresa, pois grande parte dos problemas corporativos (e porque não pessoais?) que hoje enfrentamos, advém de uma má comunicação interna (entre e para colaboradores) e externa. Para isso, a escolha de uma agência de comunicação que entenda nossas necessidades e proativamente procure soluções inovadoras, é fundamental para minimizarmos estes problemas e, por isso, trabalhamos com a WR- uma agência "boutique", onde falamos diretamente com os sócios e pessoas que nos atendem prontamente e de maneira individualizada. Recomendo a WR para aquelas empresas que visam um atendimento personalizado e focado em desenvolver um programa de comunicação estratégica para sua empresa."

Wal Ruiz Fundadora e Diretora Executiva na WR Estratégica

Somos mais que assessoria de imprensa, somos uma Agência de Comunicação



Foto: Mauricio Marconi

Durante 10 anos a WR foi "Press". Neste universo das assessorias de imprensa nos relacionamos com centenas de jornalistas no atendimento a dezenas de clientes e somos reconhecidos por transformar com paixão informação em conteúdo relevante. Nossa escola de assessoras de imprensa nos faz elaborar planos de comunicação e sugerir pautas que sejam notícia, lançar produtos, divulgar feiras e eventos, fechar relatórios de clippings com as principais notícias conquistadas e treinar executivos para conceder entrevistas por meio do media training.

Foi a prática da assessoria de imprensa que nos trouxe até aqui e continuamos com essa veia bastante latente, claro, que o jeitão de fazer o trabalho mudou bastante. Entretanto, há algo que não mudou, a importância do relacionamento e isso nós sabemos conquistar e preservar dia a dia. Consideramos, inclusive, um talento nato, construir relacionamento com pessoas diversas em diferentes ambientes.

Foi essa pluralidade nas relações que nos fez crescer e ampliar os horizontes da WR Press fortalecendo a presença do trabalho de Relações Públicas dentro da agência. Hoje, somos WR Comunicação Interna & Externa, uma agência de comunicação, ou seja, além de nos comunicarmos com jornalistas no intuito de criar uma ponte entre organizações e veículos de comunicação, nós também estamos empenhados em nos aprofundar nas dificuldades de cada empresa para ajudá-las a encontrar soluções, além de criar uma atmosfera propícia para o sucesso do negócio melhorando a comunicação e minimizando conflitos entre líderes e colaboradores.

Exatamente por isso somos convictos em dizer que vamos além da assessoria de imprensa, do endomarketing, da comunicação interna. Fazemos mais porque somos uma agência de comunicação com visão estratégica na entrega de resultados que contribuam para assegurar a reputação de nossos clientes.

Entre em contato conosco e nos diga qual o seu desafio neste universo das Relações Públicas: imprensa, colaboradores, liderança, stakeholders? Vamos pensar juntos na melhor solução em comunicação, conteúdo, treinamento, diagnóstico e planejamento.

Renata Camargo
Sócia-diretora de estratégia e operações na WR


Nos bastidores do incrível mundo do chocolate



O chocolate exerce certo fascínio sobre quase todos nós, relés mortais. E não só nos humanos, mas também nos anjos, como preconiza o comercial do famoso bombom de pasta de avelã. Isso não é uma novidade, afinal o chocolate possui uma substância, o triptofano que serve como produto de base para a formação da serotonina, o conhecido "hormônio da felicidade" ou, simplesmente, denominado como serotonina - a química do amor. Quem já experimentou sabe: consumir um pedaço de chocolate melhora rapidamente o humor, pois o açúcar contido no chocolate estimula o pâncreas a produzir insulina e isso permite, entre outras coisas, que o triptofano alcance mais facilmente o cérebro, aumentando assim o nível de serotonina e deflagrando sensações de satisfação.

Então, essa é apenas uma das maravilhas que o incrível mundo do chocolate pode proporcionar. No caso da WR, essa iguaria que põe fim ao sucesso de qualquer dieta, trouxe muito além de um prazer momentâneo, proporcionou a sólida conquista de resultados de imprensa que alcançaram a casa das mais de 14 mil matérias publicadas ao longo de 10 anos, em nobres veículos de comunicação como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, Veja São Paulo, Exame, Época, Jornal Nacional da TV Globo, O Globo, Valor Econômico e muito mais. Matérias que minuciosamente e estrategicamente foram construídas para agregar valor à reputação de marcas como Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e Lindt, todas pertencentes ao Grupo CRM de Celso Ricardo de Moraes e sua filha Renata Moraes Vichi.

Para a WR chocolate vai muito além da comidinha gostosa. Trata-se de um valioso setor varejista da economia que com muito respeito, amor e paixão, aprendemos a admirar e, mais do que isso, a trabalhar com ele. Aliás, para mim esses quatro elementos: RESPEITO - AMOR - PAIXÃO - ADMIRAÇÃO são os que me regem e me fazem acordar todos os dias para a conquista de resultados surpreendentes para os clientes da agência.

Assim, nada mais natural que homenagear o Dia Mundial do Chocolate, que se comemora neste dia 7 de julho, aproveito a data para compartilhar uma das muitas histórias de bastidores de assessoria de imprensa da WR na busca pelo melhor resultado que, capitaneado diretamente por mim, culminou em uma capa da Vejinha às vésperas da Páscoa do ano de 2010.

Mas para chegar nessa capa, é preciso retroceder exatamente nove meses, tempo que foi necessário para o árduo plantio e farta colheita. Tudo começou em uma reunião de briefing, aproximadamente em maio, praticamente um mês após a apresentação dos resultados de Páscoa do ano de 2009. Quando Renata, a vice-presidente do Grupo CRM, lançou o desafio: os nossos resultados são de fato surpreendentes, mas para a Páscoa do ano que vem quero algo que realmente me surpreenda. Desse momento em diante, comecei a montar toda a trajetória da marca Kopenhagen e da recém-lançada Chocolates Brasil Cacau. Adicionei a essa mistura, que por si só já era encantadora, a própria trajetória de sucesso de Renata, que aos 16 anos, em 1997, entrou para a equipe do departamento de marketing da Kopenhagen, na época recém- comprada por seu pai. Sua missão era ajudar a alavancar a marca, que, embora já fosse a mais tradicional do país, havia padecido nas mãos de uma administração familiar sem fôlego para fazê-la crescer.

Pronto, a receita estava completa. Tínhamos na mão o que em assessoria de imprensa costumamos chamar de "sugestão de pauta". Estava tudo muito consistente, tinha história, fatos, números de uma década, lançamentos de produtos memoráveis e, claro, o charme da Kopenhagen.

Definimos como nosso alvo a revista Veja S.Paulo e fomos prá cima dela. Primeiramente nem me lembro mais de quantos telefonemas fiz ou quantos e-mails encaminhei para a editora da revista, que após muita insistência e perseverança, resolveu aceitar o meu convite para um almoço de goodwill com Renata Moraes. Foi um almoço bastante amistoso no Figueira Rubaiyat, da Haddock Lobo, com a editora, que me desculpe o lapso de memória, mas não me lembro do nome e sua jovem e agradável repórter, Giuliana Bergamo, que mais tarde seria a responsável por assinar tal matéria.

Após esse encontro foi dada a largada. Passamos rigorosamente a alimentar, de fato, essas jornalistas com informações das marcas que fizemos questão de dissociar do envio de produtos. Para tal, criamos um cronograma com datas importantes para as marcas, para a revista e também para a editora e repórter. Mais do que isso, elaboramos uma campanha que carinhosamente batizamos "Chegou a hora mais gostosa do dia!" e, sob esse jargão e com o envio das deliciosas guloseimas, estabelecemos um relacionamento que nos levou a uma das maiores conquistas da WR.

A essa altura já estávamos em janeiro de 2010 e nada de uma notícia mais promissora por parte da Vejinha. Quando então num belo dia ao chegar à WR recebo o recado de que Giuliana da Vejinha havia me ligado. Num misto de ansiedade e alegria retorno a ligação e a repórter de maneira pragmática me diz: vamos fazer a sua matéria, mas do nosso jeito. Eu respondo: que fantástico, mas o que exatamente você quis dizer com a expressão
'do nosso jeito". E neste momento eu ainda não sabia, mas um dos meus maiores desafios enquanto assessora de imprensa iria começar.

Com voz mansa e meiga, Giuliana me fala com todas as letras, vamos fazer uma matéria comparando as três maiores marcas de chocolate do varejo: Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e Cacau Show - do arqui-inimigo, Alexandre Costa. E completa, mesmo que Renata queira declinar, a matéria já esta pautada para ser publicada na véspera da Páscoa. Não sabia se comemorava ou se chorava. Pois bem, lá fui eu dar a notícia para a Renata, que não teve a melhor das reações, mas comprou a briga e me deu carta branca para prosseguir com as negociações.

Bom, foram cerca de três entrevistas presenciais, sendo uma na fábrica do Grupo CRM, em Extrema. E era tanta informação que Giuliana demandava que nem mesmo eu, após quase 10 anos atendendo a marca sabia informar. Era foto prá lá, foto prá cá, de produto, da fábrica, enfim, mas nada de pautar foto da Renata. Questionei Giuliana, e a Renata não vai ter foto? Ela como sempre amável e firme, me fala que estavam decidindo como fazer. Quando então, finalmente nos chamou para a foto no estúdio.

Pronto, gelei! Corri para a Renata e disse: seremos capa da Vejinha às vésperas da Páscoa. Renata, ansiosamente respondeu: agora não temos mais nada a perder - espero - vamos em frente e seja o que Deus quiser. E juntas rimos muito.

E lá fomos nós para o estúdio, repletas de chocolates da Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau e na mala três looks diferentes como havia solicitado a produção da Vejinha. E a sessão de fotos se inicia. E para a minha estranheza havia um espaço demarcado no chão e o fotógrafo dá as orientações de que tipo de movimentação queria da Renata. Até aí quase tudo bem. Não fosse o fato de que trouxeram um ovo gigantesco, sem marca alguma e a fizeram segurar o laço.

Para tudo! Falei desesperada para o fotógrafo. O que é isso? Não fomos nem sequer consultadas. E comecei imediatamente a ligar no celular de Giuliana que chega ao estúdio e com toda a calma do mundo me informa. Decidimos que a capa será a Renata com o Alexandre. Como seria impossível fazer a foto com os dois juntos, a arte já montou a capa e assim será.

Renata que já havia chegado até aqui nessa empreitada, assinou o termo de autorização de uso de imagem e assim deu prosseguimento as fotos. Da sessão de fotos ao fechamento da matéria foram dois ou três dias - e noites também - interináveis. Ligações a cada momento para confirmar informações e revisar detalhes.

Finamente quando no fim da tarde daquela sexta, 26 de março, Giuliana me sinaliza que nosso exemplar de cortesia já estava à disposição. Foi a hora mais longa de minha vida, desde a ligação da repórter, até o motoboy chegar com a dita-cuja revista.

Para minha agradável surpresa a capa estava ótima, favorecendo em tudo a minha cliente. Ela na frente, puxando o laço do grande ovo, fazendo a menção de que ela puxa o mercado de varejo de chocolate. Dali para frente, somente boas percepções, matéria com mais de seis páginas, extremamente bem escritas, descreveram a trajetória de sucesso das marcas do Grupo CRM, sob a batuta de Renata Moraes Vichi.

Liguei para Renata, e foi a mais esfuziante que já havia feito para ela. Fomos bem sucedidas. Conseguimos um excelente resultado que tenho a certeza de que te surpreenderá muito além das expectativas.

Redigi um comunicado aos franqueados da Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau em primeira pessoa - em nome da Renata - nele ela agradecia pelos excelentes resultados de vendas de Páscoa até aquele momento e desejava que aquele ano fosse um estouro de Páscoa. Enviamos na própria sexta com uma imagem da matéria que se tonaria pública na manhã de sábado.

Por isso é com muito orgulho que costumo afirmar que Chocolate está no DNA da WR. Mais do que isso, chocolate um dia já correu pelas nossas veias. E nós por aqui estamos ávidas para que ele volte a correr em breve novamente.

Wal Ruiz
Fundadora e Diretora Executiva na WR Estratégica

Comunicação não é o que você fala, mas o que o outro entende



Como vão os resultados na sua empresa? Você termina o seu dia com a certeza de que sua equipe compreendeu exatamente o que foi decidido naquela reunião? Já teve a impressão de que seus colaboradores não falam a sua língua? Em certos momentos do dia parece que você está falando em grego e fica a certeza de que não ficou claro o que foi dito?

Pois é, a resposta para todos esses questionamentos pode estar na comunicação. Ou melhor, no estilo da sua comunicação com seus empregados. Ou seja, é como costuma dizer o jornalista Heródoto Barbeiro, a comunicação de liderança: não se dá pela boca, mas pela orelha. Não é o que você disse, mas o que o outro entendeu.

Até parece fácil falar, mas pensando pelo ângulo acima, a comunicação é o que mais tem emperrado os resultados em qualquer tipo de firma. E o porquê disso está numa simples razão: as pessoas são diferentes e necessitam de motivações diversas para se engajarem na sua causa.

Pare e pense um minuto. A sua comunicação está mais para fala que eu te escuto ou feito "A Hora do Brasil", você fala e ninguém te ouve?

É meu caro, não basta mais ser líder e saber planejar estratégias mirabolantes que irão dar nó na concorrência. Se a sua comunicação não falar na alma, no coração de seus empregados, você não chegará a lugar algum. Você é o único responsável por disseminar informações estratégicas para envolver e motivar o time. Portanto, lembre-se, alinhar prática e discurso faz a diferença na forma como o líder é visto pela equipe e se é ou não capaz de motivá-la e inspirá-la a trabalhar pela melhoria contínua. Peter Drucker afirma que devido à sua visibilidade, os líderes são vistos como exemplos a serem seguidos.

Para uma comunicação de liderança eficiente e eficaz, o líder tem de conhecer seus liderados e falar uma linguagem que os mobilize e para isso deve estar atento aos diferentes níveis de maturidade das pessoas e a que geração elas pertencem. Deve deslocar o foco da voz para o ouvido e praticar constantemente a empatia.

A boa comunicação é uma habilidade que deve e precisa ser estimulada e praticada entre as lideranças. Pois somente através dela é que o gestor consegue inovar, reter talentos, informar, motivar, integrar, engajar e capacitar. Não, não precisa ser um superman para ser um gestor de alta performance, precisa apenas ter coragem e sabedoria para compartilhar medos e desafios, além de mapear e valorizar as competências de seu time.
Para isso você precisa se tornar um dirigente que seja capaz de integrar as dimensões emocional e racional e assumir os riscos, então você será o executivo que o mundo empresarial de hoje exige.
Mas como enfrentar esse desafio e praticar uma comunicação assertiva e competente? Vem para a WR, aqui temos treinamentos feitos sob medida para aprimorar a sua comunicação com seus empregados. Aqui nós conhecemos os desafios da liderança e calçamos os sapatos dos liderados. Conte com a nossa ajuda!


Wal Ruiz
Fundadora e diretora executiva na WR Estratégica

No futuro só haverá negócios com empresas diversas e inclusivas



Você já parou para pensar que o futuro começa amanhã? Portanto, se a sua empresa não tem como valores diversidade e inclusão ela não sobreviverá para ver o próximo amanhecer. Essa afirmação pode parecer alarmante, mas é simples assim, real assim. Como eu e minha sócia costumamos dizer "O mundo não está somente mudando, ele está sendo drasticamente reformulado" e empresas que desejam ter sucesso no século 21 não podem ter e praticar valores do século passado.

Há alguns dias o jornal Valor Econômico publicou a matéria "Empresas criam cargos de gestor para a diversidade", onde mostrou iniciativas de organizações que estão avançando nesse assunto. Um exemplo é a Dow que desde abril possui um profissional, na América Latina, dedicado exclusivamente ao tema diversidade e inclusão. Assim, como, há alguns anos, as empresas se abriram para cargos de gestor de inovação, acredito que funcionará de forma semelhante para diversidade e inclusão. O novo mundo corporativo aponta sem a menor sombra de dúvida à necessidade de um profissional dedicado a desenvolver esses valores que estão ligados diretamente a sobrevivência e ao sucesso do negócio.

No que diz respeito a comunicação, acredito que gestores para diversidade auxiliam no engajamento de líderes e aliados dentro e fora da empresa e atuam como facilitadores de conversas significativas a respeito do tema. Afinal, todos sabemos que não adianta só inserir diversos no ambiente com o intuito de atingir as cotas estipuladas pela legislação ou mesmo pelo RH. É necessário verdadeiramente propiciar inclusão, respeitar as diferenças, aprender com elas e acompanhar de perto os desafios da ação.

Para refletir dê play no vídeo Meu Melhor Defeito e entenda que o que no passado era visto como defeito, no século 21, são qualidades que as empresas devem cultivar em seus times para se reinventarem. E para o caminho se tornar mais convergente, os gestores precisam e devem utilizar a comunicação como um instrumento de inclusão e pertencimento.

Que tal criamos juntos uma nova estratégia para encarar o novo? A WR quer te ajudar nisso.


Renata Camargo
Sócia-diretora de estratégia e operações na WR

Lugar de mulher é no boteco?



Há algumas semanas o time WR realizou a premiação da edição 2018 do concurso Comida di Buteco em São Paulo e entre tantas cenas bacanas uma em especial me marcou: ver Neide Barbosa, proprietária da Casa Galliano, sendo protagonista da sua história ao chegar na premiação empurrando o carrinho da Gabi, sua bebê de apenas 6 meses.

No boteco, um ambiente historicamente dominado por homens, Neide e outras inúmeras mulheres, que conheci a longo destes 3 anos de envolvimento com a comunicação do concurso, ocupam com competência cargos essenciais para o bom funcionamento e até melhoria dos bares. As mulheres estão, cada vez, mais ocupando lugares de destaque nas cozinhas, administração ou servindo os clientes em bares e restaurantes.

Entretanto, nada é tão simples assim, Neide me confidenciou que mesmo comandando há sete anos uma equipe com quatro homens, ainda percebe que as pessoas esperam que o responsável pela cozinha seja um homem.

Infelizmente, uma percepção real
O relatório sobre desenvolvimento humano preparado pelas Nações Unidas e divulgado recentemente mostra que, no mundo, as mulheres ganham menos, ocupam menos cargos de chefia e, em 18 países, ainda precisam da aprovação do marido para trabalhar. No Brasil as mulheres recebem até 25% a menos que os homens mesmo desempenhando atividades semelhantes.

Essa lógica de desigualdade também prevalece no cenário dos botecos, mas por pouco tempo como apontam os números de uma pesquisa realizada pelos organizadores do Comida di Buteco em 2016. Para começar, as mulheres são maioria entre os frequentadores, 58% dos clientes de ‘buteco’ que participaram das avaliações eram mulheres. Dessas, 23% tinham entre 30 e 39 anos e 17%, até 29 anos.

Respondendo ao nosso questionamento inicial: os números demonstram claramente que o lugar de mulher é, sim, no boteco ou em qualquer outro local que ela quiser estar!

Como se engajar nessa transformação?

Susana Ayarza, diretora de Marketing do Google, em seu artigo "Mulheres e o mercado de trabalho: os desafios da igualdade", afirma que as soluções em prol da igualdade de gênero podem surgir de onde menos esperamos. Na prática, algumas ações básicas (e até mesmo óbvias) ajudam a encurtar essa jornada. Em um processo seletivo, por exemplo, é importante ter em mente que esse é um momento fundamental para trazer mais diversidade ao seu time. As empresas em que mulheres ocupam pelo menos 30% dos papéis de liderança são 1.4 vezes mais propensas a ter um crescimento contínuo e lucrativo.

Assim, que tal incentivar mulheres a candidatarem-se para as suas vagas? Dê chance para que elas possam mostrar o seu trabalho, avalie as candidatas única e exclusivamente pela sua competência profissional. E se você for líder de uma mulher, incentive-a a ir ainda mais longe na carreira, ofereça oportunidades de crescimento e dê o devido crédito quando o trabalho for dela. Estimule diálogos abertos e honestos sobre igualdade de gênero, onde todos tenham espaço para errar, aprender, questionar e pedir ajuda.

Cabe a todos nós estimularmos a mudança de consciência dentro das empresas. Talvez o mais importante seja percebermos que, todos nós, de alguma forma, ainda somos parte do problema. Ninguém está livre de ter algum tipo de viés, e estarmos atentos a isso já é um passo rumo à transformação.

Renata Camargo
Sócia-diretora de estratégia e operações na WR


Ter coragem de ficar vulnerável gera confiança, proximidade e engajamento



Durante a coletiva do pós-jogo Brasil e Costa Rica, Tite foi questionado sobre o choro de Neymar e respondeu: "Eu não conversei com o Neymar.

 

Vou para a minha parte até baixar a adrenalina, só tive contato com Coutinho. Nem vi esse lance, não tenho como fazer a avaliação. Mas uma coisa eu posso te falar: a alegria, a satisfação e o orgulho de representar a Seleção é muito grande. Ele tem a responsabilidade, a alegria, a pressão e a coragem pra externar esse sentimento. Eu, por exemplo, sou um cara emotivo, mas cada um tem a sua característica.

 

 

Eu respeito as características de cada um." Ouvindo a mensagem, minha mente, imediatamente, juntou as palavras do líder Titi às ditas pelo Rogério Cher, CEO da Empreender Vida e Carreira durante a palestra - Como construir uma cultura de engajamento na sua organização - que assisti no 4º Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão. Segundo Cher, dentro das empresas a trilogia Cultura / Liderança e Engajamento são inseparáveis e quando elas funcionam bem criam no time o efeito colateral chamado de alta performance, ou seja, um time comprometido em dar o melhor na busca dos números, dos resultados. Na liderança do Tite, enxergo claramente um trabalho de resgate da cultura de engajamento da Seleção Brasileira, que sabemos que existiu, foi bastante admirada, mas em algum momento se perdeu com lideranças pouco humanas, pouco efetivas e com valores distintos da cultura a ser resgatada. Nem preciso lembrar que construção de cultura é um movimento “top down” onde o líder é o responsável por isso, certo? Durante essa construção o líder precisa ser exemplo prático. Liderança que fala uma coisa e faz outra não engaja ninguém e não constrói nada efetivo.

Quando Tite, na resposta acima, deu a entender que faria o mesmo que Neymar porque também é emotivo, e, além disso, respeita as características de cada um, ele traz valores significativos e constrói propósito para todo o seu time. Ter coragem de ficar vulnerável gera confiança, traz proximidade e engaja. Os líderes Tite e Neymar sabem disso e são corajosos o suficiente para exporem sentimentos que podem passar a imagem de vulnerabilidade. Voltem na cena do jogo e vejam que o choro “despressurizador” ajoelhado do Neymar logo recebe o apoio de todo o elenco. O time brasileiro está em crescimento e pessoas em desenvolvimento são engajadas, cabendo ao líder desafiá-las o tempo todo, não permitindo que fiquem na zona de conforto.

É necessário estimulá-las a falar sobre os seus valores e abrir possibilidades para que elas escolham os seus desafios. Tite, assim como bons líderes corporativos, faz isso o tempo todo. Ouve, desafia e respeita. Pra mim foi muito fácil entender e acima de tudo respeitar o choro do Neymar. Quem chega ao limite da competência tem frio na barriga e calor no cangote, que nada mais são do que sintomas reais causados pela pressão. Entretanto, quando o desafio é superado o crescimento dá mais um passo e sentimentos emergem. E foi isso que vimos no jogo.

A missão da empresa Seleção Brasileira, de ser 6 vezes campeã do mundo, está só no começo, momento adequado para um bom líder estimular no time talentos e competências e não ficar preso apenas aos pontos fracos, como tem feito a torcida.

 

Renata Camargo Sócia-diretora de estratégia e operação na WR

5 pontos que tornam a comunicação interna uma aliada do gestor de RH



Você está ouvindo o seu colaborador? Não é novidade que a comunicação corporativa aponta os funcionários como o 1º público de uma empresa com poder para interferir diretamente na marca, imagem, reputação e resultado das companhias. É inclusive pertinente afirmar que se o público interno não estiver satisfeito será pouco provável que outros públicos, como clientes, também estejam.

Líderes conhecidos como Richard Branson, fundador do Virgin Group e Duda Kértesz, presidente da divisão Health da Johnson & Johnson nos EUA tem grande parte do sucesso de suas gestões atribuído a sensibilidade para lidar com pessoas e a capacidade de ouvir para comunicar melhor.

"É preciso ouvir o colaborador" - Duda Kertész

Diante disso cada vez mais os gestores, principalmente os de RH, são diariamente desafiados a ouvir seus colaboradores a fim de aproximar e humanizar as relações. É preciso entender que do outro lado do balcão está um indivíduo único com os seus valores e interesses. Os gestores precisam escutar para alcançar um denominador comum entre os interesses da empresa e do colaborador.

Comunicação e RH precisam, mais do que nunca, trabalhar em conjunto na construção de uma marca empregadora que faça sentido para todos.

5 pontos que tornam a comunicação interna uma aliada do gestor de RH:

1. A comunicação interna é vital para o sucesso de qualquer organização, pois oferece a certeza de que sua mensagem está sendo passada da maneira correta para a equipe, o que acaba gerando resultados positivos também na relação com seus clientes.

2. Quanto mais bem informados, mais preparados a desenvolver seu trabalho de forma apropriada os colaboradores estarão e mais o seu público saberá os valores e as qualidades do seu negócio. E isso envolve falar e aprender a ouvir a equipe.

3. A comunicação interna é uma estratégia eficiente para redução de ruídos que por vezes se integram à rotina, resultando em conflitos e afetando o desempenho. Seja no desentendimento entre diferentes áreas da empresa ou nas conversas paralelas que acabam em insatisfação geral, é preciso agir com transparência, aproximação e diálogo.

4. Quando todos falam a mesma língua, reconhecem o seu valor para a empresa e se identificam como parte do processo, há um ganho de motivação que tende a tornar o colaborador mais produtivo.

5. Colaboradores motivados e engajados compartilham fatos positivos nas redes sociais e demonstram essa satisfação no trato com seus clientes.


Renata Camargo
Sócia-diretora de estratégia e operações na WR

Mocinho ou vilão, qual a verdadeira face do mundo corporativo? Você sabe?



Numa das várias conversas com meu marido sobre o mundo corporativo fiz esta pergunta e ele não soube me responder. Apenas me disse: taí agora você me pegou.
Nesses anos todos trabalhando com comunicação corporativa e sempre rodeada por executivos de marketing, recursos humanos e até mesmo presidentes, ouço de todos que as corporações são todas iguais. Colocam lindas e encantadoras algemas de ouro e em troca exigem dedicação plena e absoluta. É um mundo de faz de conta. De um lado empresas cada vez mais ávidas por resultado e, de outro, executivos correndo em busca de seus troféus, bônus, carrões, viagens e reconhecimento pelos seus feitos e conquistas.

Tudo isso até bem pouco tempo conviveu em harmonia. Entretanto, agora, em plena era da revolução da humanização do mundo corporativo e juntando-se a esse fenômeno a chegada ao mercado de trabalho da geração X e até mesmo de alguns millennials, alcançar ou mesmo bater as metas, tem sido o maior desafio para a liderança. Parece que mais do que nunca o velho ditado que diz que ninguém faz nada sozinho tem prevalecido. As velhas fórmulas já não se aplicam.

Agora para buscar resultados, a liderança precisa aprender conectar pessoas a propósitos e compreender que somente motivados, os liderados são capazes de contribuir para a construção de resultados perenes e sustentáveis. E assim, a vida desses gestores que já não era fácil, tornou-se ainda mais desafiadora. E nesse território árido, assim como em terra de cego quem tem um olho é rei, ter habilidades de comunicação é condição sine qua non para sobreviver.

Então é simples, se para ser líder deve-se ser um bom comunicador e comunicação é a habilidade mais antiga do ser humano, basta se comunicar com seus pares e liderados para que os resultados apareçam. Isso é simples na teoria, porém, nada fácil na prática, haja vista que a comunicação em excesso ou a falta dela tem sido uma das maiores queixas entre os colaboradores.

Não basta comunicar. A comunicação tem que ser efetiva, eficiente, eficaz. A comunicação de liderança deve ser persuasiva. Líderes devem dar o exemplo ao se comunicar e usar todos os seus sentidos. Afinal, comunicação não é só o que sai pela boca. Implica também na ênfase que damos ou não ao tom de voz, na gesticulação, na cor da roupa, na expressão do olhar, na escolha das palavras, no ambiente, no canal utilizado e, principalmente, para quem será a mensagem.
Pois é meu caro, se neste momento você é um dos muitos líderes que se encontram nessa situação, não hesite em lançar mão dessa poderosa ferramenta - a comunicação. Faça dela forte aliada na sua próxima conversa, seja com seus pares, seu chefe ou seus colaboradores. Aos poucos, você sentirá a diferença e notará que motivar um time para a conquista de um mesmo objetivo e conectar pessoas a propósitos não é tão desafiador assim.

Mas voltando a pergunta inicial, você chegou a alguma conclusão sobre mocinhos ou vilões? Me escreva, quero saber a sua opinião.

Wal Ruiz Fundadora e diretora executiva na WR Estratégica

130 anos depois, você já sabe o que fazer pelo futuro?



Pegando carona no último artigo da minha sócia, "Diversidade nós temos, ou melhor nós somos!" e também inspirada pela matéria "Novas faces da negritude" publicada pelo jornal Valor Econômico, em reflexão aos 130 anos de abolição da escravatura, acredito que valha a pena estender um pouco mais o assunto.

Quando cheguei à entrevista citada pela Wal, já tinha bem claro qual seria o desafio e qual ambiente iria enfrentar, estava muito familiarizada a ele. Ser a única negra nos lugares que frequentava, fora do convívio familiar, era natural pra mim. Vivenciava isso desde os 3 anos quando fui estudar no colégio Instituto São Pio X, um dos melhores de Osasco e por isso frequentado pela sociedade emergente da região, em sua maioria branca, óbvio. Só alguns anos depois é que percebi que o que considerava "natural" era na verdade cruel.

Por que demorei tanto a perceber?

Meus pais construíram, sedimentaram e blindaram muito bem a minha autoestima. Eu sabia que era diferente fisicamente, mas também sabia que era igual intelectualmente. Fui vivendo e aproveitando as oportunidades sem a menor cerimônia. A minha ficha da força do preconceito começou a cair somente na adolescência, quando nas festas com os amigos da vida toda eu não era convidada para dançar a seleção de músicas lentas e também não era a escolhida pelos meninos para os namoricos. Neste momento eu entendi que eu fazia parte mais ou menos. Havia limites para a amiga negra.

Deste momento ao mundo corporativo foi um pulo, com 17 anos, no 1º ano de jornalismo na Cásper Líbero, já estava estagiando em uma multinacional. De lá pra cá observo que no mercado de trabalho as coisas aconteciam mais ou menos como no baile do colégio, mas eu não nasci para ficar sem dançar. Iria dançar mesmo sem música e assim eu fiz. A música tocava na minha cabeça, eu dançava mesmo que fosse sozinha e as pessoas não entendiam como eu fazia aquilo no passo, no ritmo (rs). Sim, descompassos aconteceram e prometo falar desses "desafios corporativos" pelo qual uma mulher negra passa em outros artigos.

Quero encerrar este dizendo que como nasci em 1974 ainda faço parte do grupo de negros que ascenderam por iniciativas individuais. As ações de hoje são muito mais coletivas e estou muito feliz em dizer que a pequena WR, comandada pela Wal e por mim, compartilha de iniciativas para ampliar a presença de negros em cargos executivos assim como as grandes Bayer, Basf, IBM, Google, Microsoft, Avon e Down.

Se a sua empresa estiver engajada é possível mudar e tornar o que nós negros chamamos de "teste do pescoço" algo mais responsável. Nós desejamos futuramente olhar ao redor e verificar a presença de mais negros no espaço corporativo. Essa é uma bandeira, um valor da WR praticado no presente para a construção de um futuro mais plural.

Renata Camargo
Sócia-diretora de estratégia e operações na WR

Diversidade, nós temos! Ou melhor, nós somos!



Outro dia num café de network com um dos meus CEOs, sim porque ao longo desses 10 anos a frente da WR já tive o prazer e a oportunidade de contribuir para o legado de comunicação de muitos deles. Mas voltando ao café... conversamos animadamente sobre vários temas, como por exemplo: nossa preocupação com a escolha do futuro presidente, sobre como sentimos que o Brasil ainda caminha a passos curtos e lentos, sobre a educação de nossos filhotes e como a inteligência emocional será o diferencial deles no mundo corporativo lá na frente. Este aspecto sozinho é tema para um outro artigo, não posso esquecer! Enfim, e é claro, sobre comunicação entre líderes e liderados, o atual calcanhar de Aquiles da maioria das lideranças nas empresas de qualquer porte e setor.

Pois então, em algum momento dessa conversa não me lembro exatamente a ordem, mas sim a importância, e por isso faço aqui este recorte - ele me pergunta sobre os valores da WR, que eu prontamente respondo: Diversidade - Inovação - Transparência - Ética - Excelência.

Ele em tom de pergunta e exclamação diz: D I V E R S I D A D E ? ! ? E eu afirmo, por que o espanto. E digo sim diversidade e completo, minha sócia é negra. A alma da WR é "Black and White".

Compartilho agora com vocês alguns dos meus pensamentos daquele momento. Como a maioria de nós brasileiros ainda temos que evoluir . No que diz respeito a diversidade, ainda estamos engatinhando para compreender que somente com a diversidade se pode construir o diferente, e que sem sermos diferentes, não sairemos do lugar comum. Preconceito racial é somente uma das várias faces da diversidade e que a sociedade para ser considerada politicamente correta, finge dar a todos, independente da cor da pele, as mesmas oportunidades.

Mas eu me pergunto, será mesmo?

Não faz muito tempo, há cerca de 15 anos, conheci Renata Camargo, que participava de um processo seletivo, no qual eu buscava por um atendimento para me substituir, uma vez que a agência que eu trabalhava na época estava crescendo e precisava ampliar a equipe. Eis que Renata surge na minha frente, "linda e loira", como diz a expressão. Só que não, negra e altiva, firme e sensível, falante na medida certa, ávida por desafios e com bagagem técnica suficiente para me representar junto aos clientes da época. Contratada.

Mas se hoje disfarçamos o preconceito por detrás de um falso sorrisinho de aceitação, naquela ocasião ainda não estávamos nesse estágio de evolução e um dos clientes, diretor geral de um dos maiores centros comerciais de luxo de São Paulo, me disse textualmente: outro atendimento no seu lugar, tudo bem, mas não me venha com mulheres gordas ou negras, tá?!. Renata já estava contratada, eu a havia tirado de um emprego e oferecido uma nova oportunidade. As coisas se ajeitaram e ela passou a atender um outro cliente, aparentemente bem mais flexível.

Anos se passaram e estamos há quase 4 juntas na WR. E assim como o Black completa o White, o negativo só aparece por conta do positivo, ou vice-versa, não me lembro bem, o Ebony and Ivory, assim como diz a música, vivem em perfeita harmonia. Renata e eu somos o preto no branco.

Então, eu disse ao meu CEO, yes we can! Nós na WR praticamos a diversidade, pois somos diversas. Pensamos de forma distinta, nos respeitamos e admiramos, construímos resultados sólidos para a WR e mais do que isso, registramos essa essência nos planejamentos de comunicação interna que entregamos aos nossos clientes, nossa proposta de comunicação com os colaboradores é efetiva, e nosso relacionamento com os gestores é eficaz.

Um brinde à diversidade. Vida longa, perene e sustentável a ela. Que sigamos no caminho do bem, sempre!

Wal Ruiz Fundadora e diretora executiva na WR